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terça-feira, 26 de julho de 2016

Rimas pobres


Manhas frias e o tempo corre, atormenta.
Casa o bolor com a umidade.
Meia-dúzia de carolinas na venda,
Um aspecto cinza de cidade.

Faltou o amor, faltou um verso.
Era um mendigo na calçada fria.
Tinha gente, tinha geada, um cão como guia.
Sobrou palavra...

Culpa, o enigma da existência.
Disciplina para beber.
Como num potinho de vidro com uma essência.
Liberdade engarrafada pelo tempo.

Vai, vai, corre mais.
Beba num só gole, rápido!
Não há outro mundo meu guri.

É agora mesmo, aqui.