Mentes aguçadas penduradas no
espaço-tempo. A coisa está nos recados de amor. Nas paredes de Pompeia. A vida
insiste, persiste, impõe que é o piolho. O partido lançou uma nota. Sindicatos,
forças, tendências, agremiações e coletivos, muitos lançaram nota. Cátia de França
nos falantes nos ajuda a viver ao redor do sol. O sabor sempre renovado da
descoberta. Do novo, de novo e de novo. Treze
vezes anteontem.
Falta pouco para a primavera. O
inverno foi relativamente constante. Dias frios, mas bastante iluminados. Meus
olhos, mais do que nunca, se enchem d’agua. O fogo consome parte da memória. O
velho inglês nos disse que são tendências políticas de nossos tempos. Os
sentidos do passado. Há relativa paz na tragédia. O mundo dos homens é um mundo
de bichos.
O rebento transformou tudo. Deu
provas empíricas de que o tempo pode ser deus e o diabo. Nada comparado ao que
está preso aos ponteiros de relógios pendurados nos braços e paredes. De
repente sou e não sou eu. O eu só pode ser movimento. Estala a vida.
A velha casa nova é grande.
Cômodos grandes par a os padrões populares de nossos dias. Fria. As fitas de
sol primeiramente invadem as janelas da sala. No quarto de cortinas brancas ele
traz alegria e esperança por volta das 9 da manhã. O calor acaricia nossos
cobertores durante as tardes. É bom dormir assim.
Em dias outros de vida e morte da
matéria orgânica (mente) retrataremos esses dias. Cheiros e sons serão pedaços
do que não existe mais. Serão mais ou menos assim. Sorvedouros de lama. Brincadeiras
de criança.
A tempestade dos dias chacoalhou
o arvoredo. Um amigo disse:
- Vão-se as folhas e os gravetos.
Não parece haver coisa mais
impetuosa que tempestades dessa natureza. São coisas fisicamente metafísicas.
Reclino o corpo na cadeira preta. Triturando o fumo não penso em nada concreto.
Concreto é o avanço do fascismo. A concretude do fato é o elástico enrolado da
rotina que engatilha medos e angústias. Dias e noites a fora. Não sou eu
irreparável memória. Nem seremos nós tão bovinos assim.
Custe o que custar.