A vaidade lançou mais uma toga à
crítica dos ratos. O sol arde, é verão. Ilumina egos e expõe fissuras cheias de
limbo. Encontros e desencontros. Amores, paixões, traumas, um pouco de rancor,
as famílias na areia da praia. Poucos dias e noites em alguma praia do
Atlântico Sul. Vi seus olhos cheios d’água no retrovisor, foi um duro golpe do
tempo. Cabelos brancos e cada vez mais ralos em nossas cabeças. Quem pagará
pela distância a nós imposta? Falta, falta, muita falta. Foi pouco o
discernimento para dimensionar a falta. A guerra contínua de quem sempre esteve
aqui. Nas manhãs de sol, no verão, não ligamos se é segunda ou terça. Pedaço
úmido e saboroso do bolo da vida e do tempo. Férias.