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domingo, 4 de setembro de 2016

Luta

Idade,
quase uma troça.
Piadas rancorosas.
Algumas delas verdadeira e sutilmente rancorosas.

Frustrações do meu drama pessoal.
O tom, a matiz do fatalismo.

Em detrimento da reflexão.
Nada é mais sério e importante que a ação,
Diz o homem de família. 
Homens de ação.

A dúvida é privilégio dos jovens,
Os velhos têm certezas.
Não há sonhos belos, nem projetos esplendorosos.
Nas bocas fedidas ao longo dos anos pelos quilos de tabaco e maconha,
Arroz e farinha,
Resta

A fatalidade.

O cotidiano com seus sorvedouros de prazos, datas, agendas...
Pungentemente medonho.
Tem seus louros nas manhãs de sábado e domingo.

Soberano de mim mesmo.

Soberano de mim mesmo?

Ainda que por um breve momento.

A luta pela dignidade constrói edifícios
sólidos,
insólitos.
Que, como Capinan,
ante ao futuro,
Não sejamos a irreparável memória.


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