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sábado, 6 de outubro de 2018

Concretude


Mentes aguçadas penduradas no espaço-tempo. A coisa está nos recados de amor. Nas paredes de Pompeia. A vida insiste, persiste, impõe que é o piolho. O partido lançou uma nota. Sindicatos, forças, tendências, agremiações e coletivos, muitos lançaram nota. Cátia de França nos falantes nos ajuda a viver ao redor do sol. O sabor sempre renovado da descoberta. Do  novo, de novo e de novo. Treze vezes anteontem.
Falta pouco para a primavera. O inverno foi relativamente constante. Dias frios, mas bastante iluminados. Meus olhos, mais do que nunca, se enchem d’agua. O fogo consome parte da memória. O velho inglês nos disse que são tendências políticas de nossos tempos. Os sentidos do passado. Há relativa paz na tragédia. O mundo dos homens é um mundo de bichos.
O rebento transformou tudo. Deu provas empíricas de que o tempo pode ser deus e o diabo. Nada comparado ao que está preso aos ponteiros de relógios pendurados nos braços e paredes. De repente sou e não sou eu. O eu só pode ser movimento. Estala a vida.
A velha casa nova é grande. Cômodos grandes par a os padrões populares de nossos dias. Fria. As fitas de sol primeiramente invadem as janelas da sala. No quarto de cortinas brancas ele traz alegria e esperança por volta das 9 da manhã. O calor acaricia nossos cobertores durante as tardes. É bom dormir assim.
Em dias outros de vida e morte da matéria orgânica (mente) retrataremos esses dias. Cheiros e sons serão pedaços do que não existe mais. Serão mais ou menos assim. Sorvedouros de lama. Brincadeiras de criança.   
A tempestade dos dias chacoalhou o arvoredo. Um amigo disse:
- Vão-se as folhas e os gravetos.
Não parece haver coisa mais impetuosa que tempestades dessa natureza. São coisas fisicamente metafísicas. Reclino o corpo na cadeira preta. Triturando o fumo não penso em nada concreto. Concreto é o avanço do fascismo. A concretude do fato é o elástico enrolado da rotina que engatilha medos e angústias. Dias e noites a fora. Não sou eu irreparável memória. Nem seremos nós tão bovinos assim.
Custe o que custar.

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